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Nome:
Nota Histórica da Prelatura da Santa Cruz e Opus Dei
Sufragânea:
Nota histórica:

NOTA HISTÓRICA – O Opus Dei foi fundado em 2 de outubro de 1928, em Madrid, por São Josemaria Escrivá de Balaguer (canonizado a 6 de outubro de 2002, em Roma). Desde o princípio contou com a bênção do Bispo da diocese, D. Leopoldo Eijo y Garay, que concedeu a primeira aprovação diocesana. Depois de receber as aprovações necessárias da Santa Sé, em 1947 e 1950, como instituição de direito pontifício, foi finalmente erigido em Prelatura pessoal pelo Santo Padre João Paulo II, em 28 de novembro de 1982.

As Prelaturas pessoais são estruturas jurisdicionais seculares, de carácter pessoal (isto é, não circunscritas ao critério de territorialidade), erigidas pela Santa Sé, entre outros motivos, para a realização de peculiares iniciativas pastorais a nível regional, nacional ou internacional. Criadas pelo Concílio Vaticano II, no Decreto Presbyterorum Ordinis, n. 10 (07-12-65), foram depois regulamentadas pelo Motu próprio Ecclesiae Sanctae, I, n. 4 (06-08-66) e pela Constituição Apostólica Regimini Ecclesiae Universae, n. 49, § 1 (15-08-67), que as coloca na dependência da Congregação dos Bispos. O Código de Direito Canónico (25-01-83) recolhe, nos cânones 294 a 297, as normas gerais por que se regem, remetendo para os Estatutos próprios a finalidade, o regime e os modos apostólicos específicos.

Para a ereção de uma Prelatura pessoal, a Santa Sé ouve previamente as Conferências episcopais interessadas; e os Estatutos da Prelatura determinam as relações com os Ordinários do lugar, no devido respeito dos legítimos direitos dos Bispos diocesanos. Deste modo, assegura-se que a atividade pastoral de cada Prelatura esteja inserida, com perfeito equilíbrio, na unidade pastoral da Igreja universal e das Igrejas locais.

A Prelatura da Santa Cruz e Opus Dei é uma Prelatura pessoal de âmbito internacional, com a sede central em Roma, que tem como finalidade difundir, em todos os ambientes da sociedade uma profunda consciencialização do chamamento universal à santidade e ao apostolado, no exercício do trabalho profissional corrente.

Está constituída por um Prelado com o seu próprio clero e por leigos – homens e mulheres, solteiros e casados, de todas as condições sociais – que, por vocação divina, livremente se incorporam à Prelatura. Os sacerdotes incardinados provêm exclusivamente dos leigos da Prelatura que recebem as Sagradas Ordens depois de terem feito os estudos eclesiásticos necessários. Os leigos incorporados na Prelatura permanecem fiéis das dioceses em que têm o seu domicílio ou quase-domicílio, dependendo portanto do respetivo Ordinário diocesano em tudo o que o Direito estabelece para a generalidade dos simples fiéis; e estão sob a jurisdição do Prelado em tudo o que se refere ao cumprimento dos peculiares compromissos ascéticos, formativos e apostólicos, relacionados com a finalidade da Prelatura.

O Papa João Paulo II referiu-se, na audiência concedida a fiéis da Prelatura reunidos numas jornadas de reflexão sobre a Carta Apostólica Novo millennio ineunte, ao modo como se dá a inserção da Prelatura do Opus Dei nas Igrejas Particulares com as seguintes palavras: «Vós estais aqui em representação dos elementos em que Prelatura está organicamente estruturada, ou seja, sacerdotes e fiéis leigos, homens e mulheres, tendo à cabeça o próprio Prelado. Esta natureza hierárquica do Opus Dei, estabelecida na Constituição Apostólica com que erigi a Prelatura 

(cfr. Const. Ap. Ut sit, 28-11-82), oferece o ponto de partida para considerações pastorais ricas em aplicações práticas. Antes de mais desejo salientar que o facto de os fiéis leigos pertencerem tanto à própria Igreja particular como à Prelatura, na qual estão incorporados, faz com que a missão particular da Prelatura convirja no empenho evangelizador de cada Igreja particular, como prevê o Concílio Vaticano II, ao propor a figura da Prelatura pessoal.»

«A convergência orgânica de sacerdotes e leigos é um dos terrenos privilegiados sobre os quais tomará impulso e se consolidará uma pastoral dirigida àquele “novo dinamismo” 

(cfr. Carta Ap. Novo Millennio ineunte, 15) a que todos nos sentimos encorajados depois do Grande Jubileu. Neste contexto é realçada a importância da “espiritualidade de Comunhão” sublinhada pela carta Apostólica (cfr. ibid., 42-43)» (L’Osservatore Romano, ed. portuguesa, 24-03-01, p.5).

Está intrinsecamente unida à Prelatura do Opus Dei a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, associação sacerdotal à qual pertencem ipso iure todos os sacerdotes da Prelatura, e na qual podem ser admitidos outros sacerdotes também seculares, que permanecem incardinados nas respetivas dioceses e continuam sob a jurisdição exclusiva do próprio Bispo. Esta associação está dirigida a fomentar a santidade dos sacerdotes no exercício do seu ministério (cfr. Concílio Vaticano II, Decreto Presbyterorum Ordinis, n. 8; Código de Direito Canónico, c. 278 § 2), segundo o espírito do Opus Dei, que lhes proporciona a oportuna assistência espiritual e ascética.